21 de setembro de 2018

Homilia de Dom Paulo na Festa do Glorioso São Mateus 2018


HOMILIA: 60 ANOS DE CAMINHADA DE FÉ.

– Excelentíssimos e Reverendíssimos Arcebispos e Bispos (Dom Luiz, Arcebispo de Vitória; Dom Joaquim Wladimir, Bispo de Colatina; Dom Dario, Bispo de Cachoeiro de Itapemirim; Dom Aldo Gerna, Bispo Emérito de São Mateus; Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo Emérito de Mariana MG; Dom Zanoni Demetino Castro, Arcebispo de Feira de Santana; Dom Ailton Menegussi, Bispo de Crateús-CE; Dom Edivalter Andrade, Bispo de Floriano, PI). Reverendíssimos e amados Presbíteros. Estimados Diáconos, Religiosos, Religiosas, Seminaristas, todas as autoridades constituídas ou representadas e todo povo santo de Deus. De modo particular saúdo os seminaristas Jonathan Costa Rocha e Dener Evangelista Barbosa de Sales que serão admitidos como candidatos às Ordens Sacras nesta liturgia.

– No espírito dos 474 anos da cidade de São Mateus, Ano do Laicato, 28 anos da Diocese de Colatina, 60 anos de caminhada de fé da Arquidiocese de Vitória, ES; 60 anos da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim; estamos celebrando também os 60 anos de caminhada de fé em nossa Diocese de São Mateus, com o tema: “IGREJA PROFÉTICA E MISSIONÁRIA A SERVIÇO DA VIDA” e com o lema: “A MISSÃO CONTINUA”. A liturgia de hoje é um coroamento, uma celebração de ação de graças pela caminhada feita e ao mesmo tempo, renovar as forças e a esperança de uma Igreja a caminho.

– À luz da caminhada feita e principalmente das Santas Missões Populares, elaboramos o projeto 60 anos. Teve seu início na festa de São Mateus de 2017 (21/09/17), diversas atividades aconteceram, estão acontecendo e muitas ainda virão:

No dia 21 de cada mês, 24 quatro paróquias e um setor pastoral (que será a mais nova paróquia no dia 13/10/18, tendo como padroeiro São João Paulo II), com suas 721 comunidades, celebrando no mesmo dia a história de nossa Diocese, a partir de temas específicos (História dos Combonianos; das Paróquias; Formação Bíblica; das Missões populares; História das Religiosas na Diocese; Assembleias Diocesanas; Vocações – Ordenações: presbiteral e episcopal; História das Comunicações; das Pastorais Sociais (nossos Mártires); História da implantação do Dízimo; História do Laicato, etc.), fortalecendo o espírito de comunhão e unidade em nossa Igreja Particular.

– A partir do lema: “A MISSÃO CONTINUA, em março de 2018, foi dado início as visitas às Famílias com a imagem de São Mateus. Visitas que ainda estão acontecendo. Revisitando a história a partir da pessoa, com orações, bênção da casa e da família, com cadastramento de identificação das realidades sacramental, pastoral e social de nossas famílias. Um dos objetivos desta visita é fazer com que São Mateus, padroeiro da Diocese, entre na vida e na casa de todas as famílias, tornando-o mais conhecido e que cada família entre de fato no coração da Diocese.

– No Ano do Laicato, iluminados pela ação do Espírito Santo de Deus, com o intuito de ser sal da terra e luz do mundo, surgiu a brilhante ideia de identificação e registro de todos os leigos e leigas inseridos na ação pastoral de nossa Igreja. Quem são estes homens e mulheres, que além da casa, do trabalho, da família se dedicam voluntariamente a Jesus Cristo e à Igreja?

– Reafirmando nosso desejo de uma Igreja dinâmica e aberta aos novos tempos, surgiu também a iniciativa da elaboração de questionários, a fim de ouvir melhor, não somente aqueles e aquelas que estão inseridos na ação pastoral de nossa Igreja, mas também os que estão fora ou simplesmente participam das celebrações.

– Além de várias celebrações e encontros no decorrer do ano, destaco a visita das foranias na Catedral e as santas missas da novena em preparação a festa de São Mateus, com a presença de vários presbíteros e dos bispos: Dom Zanoni; Dom Ailton; Dom Edivalter. Nesta novena, todos os dias, foram apresentados os momentos significativos da história da Diocese, distribuídos em blocos de aproximadamente sete em sete anos (material elaborado por padre Edivaldo pároco da paróquia de São Mateus).

– Outros elementos importantes, a missa presidida por Dom Aldo Gerna (bispo emérito de nossa Diocese) nesta manhã na antiga Catedral e a conferência sobre a identidade das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) na Igreja do Estado do Espírito Santo, ministrada por Dom Geraldo Lyrio Rocha (Arcebispo emérito de Mariana MG) também na parte da manhã nesta Catedral. Nossa saudação e agradecimentos a eles.

– Serão realizadas também assembléias nas paróquias e foranias, com o objetivo de identificar as forças, ameaças e prioridades em nossa ação pastoral.

– Muitas outras atividades estão acontecendo e irão acontecer no espírito dos 60 anos, culminando com a Assembleia Diocesana no final de 2019. Ponto alto da elaboração de nosso plano pastoral.

– Faz necessário contemplar e celebrar o que fizemos nestes 60 anos de caminhada de fé e o que poderemos realizar ainda nesta Igreja Particular de São Mateus, profética e missionária a serviço da vida. Toda a história apresentada estará registrada na revista dos 60 anos, que será publicada ainda este ano.

 

– Como manter viva a chama da fé nesta Igreja, profética, missionária e aberta aos novos tempos?

– Paulo na carta aos Efésios (Ef 4,1-7.11-13) proclamado na liturgia de hoje, apresenta-nos algumas dicas fundamentais, para celebrarmos bem os 60 anos de caminhada de fé e dar prosseguimento ao lema: A MISSÃO CONTINUA. A conversão pastoral por uma Igreja em saída exige de cada cristão: humildade, mansidão, capacidade de perdoar, servir e manter o amor acima de tudo.

– Segundo Paulo, o alicerce e a raiz do amor têm como finalidade conservar a unidade do Corpo de Cristo na diversidade (cf. Ef 4,1-6). Mas, unidade não significa uniformização, pois Deus concede dons diferentes a cada pessoa (4,7-13). Essa unidade na diversidade dá coesão à comunidade, para que ela não seja dominada por doutrinas que a disperse (4,14-16).

– Que as diferenças sejam oportunidades de construir uma Igreja harmoniosa. Somos convidados a conviver e harmonizar as diferenças.

O Evangelho de Mateus 9,9-13, é um retrato de como deve ser o nosso olhar na arte de acolher e amar o outro, que é diferente de mim, em nossa ação pastoral ou em nossas relações interpessoais. O olhar de Jesus é capaz de ir além, do que um simples olhar humano enxerga. Ele consegue enxergar os mínimos detalhes. Em meio a uma grande multidão, consegue ver em Mateus, cobrador de impostos e pecador, um filho amado de Deus, que pode tornar-se bom discípulo. Seu olhar sobre Mateus está carregado da ternura e misericórdia, que cura as feridas e perdoa os pecados, amando-o incondicionalmente.

– Os cobradores de impostos eram homens desprezados e marginalizados, por colaborar com a dominação romana, cobrando imposto e em geral, aproveitavam também este momento para reter valores ilícitos (a corrupção também já acontecia na época de Mateus). Jesus rompe os esquemas sociais, que dividem os homens em bons e maus, puros e impuros. Ele chama um cobrador de impostos para ser seu discípulo, visita sua casa, come com ele e mais tarde envia-o a pregar o Evangelho a toda criatura (dinâmica dos 60 anos). Comendo com os pecadores, Jesus mostra que sua missão é reunir e salvar aqueles, os quais a sociedade rejeita como maus ao interpretar suas leis, num olhar puramente humano, a partir de seus próprios interesses.  “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes…quero misericórdia e não sacrifício. Eu não vim para chamar os justos, mas sim os pecadores” (Mt 9,12-13)!

– A lei condena o pecado e pune o pecador, enquanto Jesus perdoa o pecado e acolhe o pecador. Jesus aceita Mateus, não depois que ele se converte e se esforça para ser bom, mas enquanto ainda é pecador. Mateus sente-se acolhido, amado e perdoado. Como resposta se apresenta a Jesus como um novo homem, convertido e disposto a segui-lo. A festa dos 60 anos não pode ser celebrada fora deste contexto.

– Um dos elementos fortes passa pela conversão. Converter significa mudança de mentalidade, de conceitos e de atitudes. Converter significa optar por uma nova direção e a partir dessa refazer os objetivos, as estratégias de ação e em muitos casos, o próprio modo de ser. Isso chama-se conversão. Manter a essência e purificar o caminho.

– Falamos constantemente de conversão pastoral, conversão eclesial, social, etc. O documento de Aparecida desde 2007, além de vários outros documentos, vem fazendo este apelo com muita precisão a toda a Igreja. Mas como falar ou chegar a uma conversão pastoral e social?

  1. a) O primeiro aspecto passa pela CONVERSÃO PESSOAL. Aqui, está uma das maiores dificuldades. Converter-se. Jamais chegarei a uma conversão ou transformação do outro, conversão pastoral e social se eu não me converter ou não me transformar primeiramente.

– Vivemos num contexto, onde o erro é visto somente a partir do outro. Basta olharmos alguns meios de comunicação social, principalmente os virtuais. Um deles se destaca, conhecido como fake news. Quantas difamações? Quantas acusações? Quantos julgamentos do outro sem fundamentos e são vistos como verdades? Na maioria das vezes, julgamo-nos santos e justos. Parece-me, que boa parte da história se repete. É um cenário bem próximo ao do diálogo entre Jesus e Mateus. Foi mais difícil para Jesus converter um justo que se julga santo (fariseus e mestres da lei), do que converter um pecador (Mateus). Enquanto o justo resiste ao amor de Deus, o pecador reconhece com mais facilidade o seu pecado e se aproxima do amor de Deus: ele tem necessidade e sede de amor. O encontro pessoal de Mateus com Jesus foi fundamental para sua conversão.

  1. b) O segundo aspecto passa pela CONVERSÃO FAMILIAR. Converter-se e evangelizar a casa. Para muitos, a casa tornou-se o lugar do repouso. A família mora no mesmo recinto, porém não se encontra. A sala tornou-se apenas um lugar de passagem e não mais o lugar do diálogo. A família de hoje, foge do confronto e do diálogo, dificultando a revisão de vida cotidiana e a conversão familiar.

– Alguns elementos causadores da crise na família de hoje: a cultura do provisório; do descartável; a dificuldade em falar aos jovens de relações estáveis e eternas; a cultura do prazer, que orienta para a satisfação imediata e egoísta dos próprios anseios e desejos; a cultura do consumo e do bem-estar material, potenciando o reinado do “ter” sobre o “ser”; a cultura da facilidade, que ensina a evitar tudo o que exige esforço, sofrimento, luta e compromisso; a cultura irresponsável, que relativiza os princípios éticos; a falta de oração e espiritualidade familiar; o distanciamento do sagrado; a cultura de morte, que desvaloriza de forma dramática a vida humana, desde as crianças não nascidas até as pessoas idosas; a cultura midiatizada, subordinada ao poder dos meios de comunicação social, onde a família tradicional, pautada nos valores do Evangelho e da Família de Nazaré dá espaço para o modelo oferecido pelo universo virtual; etc.

– A crise na família provoca a crise societária, porque a família é a célula base da sociedade! O futuro da sociedade depende da solidez da família. Ela é a célula primeira e vital da sociedade (FC 42). Segundo o Papa Francisco, a família é o “Motor do mundo e da história”. É o espaço, onde se aprende a conviver na diferença e a pertencer aos outros (EG 66).

– Faz-se necessário, enquanto Igreja organizar melhor a pastoral familiar. Intensificar a preparação dos noivos, para o matrimônio; acompanhamento dos casais novos; acolhimento aos novos residentes; apoio às famílias em situação difícil; acolhimento aos casais em situações irregulares; setor juventude e catequese com temas aprofundados sobre a família; uma educação escolar pautada no Evangelho, tendo a religião como valor e não como opção, etc. Além disso, ajudar a promover políticas públicas a favor da família, em diálogo com o Estado e outras entidades públicas.

  1. c) Enquanto Igreja, o terceiro aspecto passa pela CONVERSÃO PASTORAL. Não é possível uma conversão pastoral plena, se não houver primeiramente uma conversão pessoal e familiar. O Documento de Aparecidae as Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, repetem freqüentemente a necessidade de uma conversão pastoral.

O Papa Francisco, (que foi membro da equipe de redação do Documento de Aparecida), convoca-nos a “deixar uma estrutura burocrática, baseada em documentos, papéis, assinaturas, carimbos, horário, por um esforço de aproximação das pessoas. O papel distancia as pessoas. A mãe não se comunica com o filho por meio de papéis, mas através do abraço, do carinho e da proximidade. Menos papel e mais proximidade. Toda renovação autêntica exige conversão de pessoas e também estruturas” diz o Papa.

– Por isso, “Os bispos, presbíteros, diáconos transitórios e permanentes, consagrados e consagradas, leigos e leigas, são chamados a assumir uma atitude de permanente conversão pastoral; que envolve escutar com atenção e discernir “o que o Espírito está dizendo às Igrejas” (Ap 2,29) através dos sinais dos tempos nos quais Deus se manifesta” (Dap. 366).

“A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação, para uma pastoral decididamente missionária” (Dap. 370).

– A Igreja se renova, à medida que se encarna nas diversas realidades, buscando ser fermento e luz, servindo como Jesus Cristo serviu e dialogando com as diferenças, que caracterizam os diferentes grupos humanos. É urgente nos permitir esta conversão.

4) Quarto aspecto: CONVERSÃO SOCIAL. Como falar de conversão pastoral e social se eu não tenho a sensibilidade ou a humildade de reconhecer os meus próprios erros e me colocar como parte integrante da conversão pessoal e familiar?  Estes passos bem contemplados e vividos, poderão favorecer para uma mudança de mentalidade ou o que chamamos aqui, CONVERSÃO SOCIAL.

– Peregrina neste mundo, a Igreja precisa avançar sempre mais, rompendo com a tentação de acomodar-se.

– A sociedade passa por uma grande enfermidade no campo educacional, saúde, segurança, desemprego, FOME, miséria, a falta de projetos para o homem e a mulher do campo, a complexidade da realidade urbana, a carência de projetos sociais, os desconfortos nas relações entre Igreja e Estado, etc.

– Destaco aqui, como grande crise ou enfermidade no momento, o CENÁRIO POLÍTICO. A Igreja no Brasil, através da CNBB e em todas as Dioceses tem elaborado materiais impressos, vídeos, promovido debates, um deles aconteceu na noite de ontem 20/09, etc., com intuito de ajudar na conscientização sobre o Ano Eleitoral, mas vem encontrando grandes dificuldades. Há muitos anos não vemos uma situação tão complexa. Muita corrupção e desconfianças. Boa parte da população brasileira perdeu a esperança. Apenas 16 dias das eleições e muitos eleitores ainda não escolheram seus candidatos, ou ficam presos ao candidato à presidência. Quem será o presidente? Esquecendo-se que quem ganha um campeonato ou troféu não é um único atleta, por melhor que seja, mas sim uma boa equipe. São os senadores e deputados que darão o ritmo. Não sei se é impressão minha, mas parece-me que são poucos os eleitores que estão preocupados com este time. O que fazer? Toda crise leva-nos a dar passos. Sair da área de conforto. O cenário atual deve despertar ou acordar a população. Espero, que acorde, principalmente as nossas comunidades. É urgente encontrar um novo jeito de falar e de fazer política. Encontrar uma nova dinâmica, para escolher melhor os nossos candidatos, desde os vereadores até o Presidente da República. Chegou a hora de acordar meu povo.

– Segundo o Papa Francisco: “A proposta é o Reino de Deus (cf. Lc 4,43); trata-se de amar a Deus que reina no mundo. À medida que ele conseguir reinar entre nós, a vida social será um espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos” (EG 180). A opção primeira e a meta é o Reino.

– Na condição de cidadãos e bons cristãos temos o dever de pautar melhor a nossa vida, nos valores do Evangelho, lutar pela conversão social e exigir do Estado políticas públicas pelo compromisso social, pela democratização e respeito à vida.

– O PROJETO DOS 60 ANOS, leva-nos a olhar atentamente para esta dinâmica (pessoa, casa/família, Igreja e sociedade). Um projeto construído juntos.

– Que bom seria, se pudesse ressoar em nossos lábios o que diz uma das estrofes do hino dos 60 anos: “Compromisso social é fruto do Evangelho e da missão popular. Pelas mãos de tantos homens e mulheres, doando a vida, em seu jeito de amar. Respeitando as diversas culturas, na esperança de formar um mundo irmão. Negros e brancos, celebrando a nova história, pobres e ricos partilhando o mesmo pão” (Dom Paulo).

– Meus queridos irmãos e irmãs, não temos uma receita pronta e talvez nem teremos, mas trazemos da história bons ingredientes, cabe-nos agora fazer um belo e gostoso pão. É bom destacar nesta festa, não como forma de exaltação, mas como reconhecimento: o nosso jeito de ser Igreja pastoralmente e administrativamente, enquanto estrutura e organização tornou-se referência para muitas Dioceses neste imenso Brasil.

– Agradeço imensamente a todos, que fizeram e fazem parte da história da Igreja do Estado do Espírito Santo. De modo particular os da Diocese de São Mateus: Dom José Dalvitt, Dom Aldo Gerna, Dom Zanoni, aos presbíteros diocesanos, combonianos, os que vieram de Vitório Vêneto, as demais congregações, diáconos, religiosos(as), seminaristas e a todos os leigos(as), que fizeram e fazem parte desta história. Agradeço e parabenizo a equipe dos 60 anos pela competência, dedicação e amor à Igreja. Em nome da equipe agradeço a todos que de uma forma direta ou indiretamente contribuíram para a beleza de nossa festa.

– A caminhada de nossa Igreja é assim e diferente não poderia ser: um planta, um rega e o outro colhe, a igreja caminha para um novo amanhecer.

Como bispo desta Diocese no momento, convido a todos a colhermos os frutos e lançar novas sementes, plantar a vida e soltar a nossa voz. No passado, no presente e no futuro, somos Igreja, São Mateus, rogai por nós!

Que São Mateus, nosso santo padroeiro, interceda a Deus por nós, olhe por nossa “Igreja profética e missionária, a serviço da vida”.

Unidos em Cristo!

     DOM PAULO BOSI DAL’BÓ
BISPO DIOCESANO

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