História da Diocese de São Mateus

Catedral da Diocese de São Mateus


Tudo começou em Funchal, Ilha da Madeira, em Portugal. Depois pertencemos à diocese de Niterói/RJ, mais tarde à diocese do Espírito Santo, e no dia 16 de fevereiro de 1958 o Papa Pio XII criou as dioceses de São Mateus e Cachoeiro de Itapemirim, pela bula Cum Territorium.

Antiga Catedral 


Os padres que atuaram pouco antes no território onde seria a nova diocese foram: Frei Francisco Travesso, Pe. Zacharias de Oliveira e Monsenhor Guilherme Schmitz.

Os primeiros Missionários combonianos chegaram em 1952: Pe. Francisco Marchi Aletti, Pe. Rino Carlesi e Pe. Carlos Furbetta. Nestes 60 anos foram 112 os Missionários Combonianos que atuaram em nossa diocese. Os padres Passionistas chegaram em 1959 e 11 deles estiveram em Barra de São Francisco. Recebemos também os padres redentoristas em Montanha e os da Sociedade de Cristo, em Águia Branca. Os padres Fidei Donum, isto é, diocesanos de Vittorio Veneto, somam 12. Foram formadores no Seminário Menor João XXIII e assumiram algumas paróquias.  Alegramo-nos com a chegada dos freis capuchinhos em Ecoporanga no ano de 2007.

Chegaram também diversas congregações religiosas femininas: Combonianas (1955), Nossa Senhora do Monte Calvário (1962), Azuis (1966), Irmãzinhas da Imaculada Conceição (1977), Santa Catarina (1982), Assunção (1984), Franciscanas do Apostolado Paroquial (1987), São José de Chamberry (1993), Mosteiro Beneditino (1994), Servas de Nossa Senhora de Fátima (2007), Cenáculo (2010), Sagrada Face (2009), Franciscanas de Dillingen (2012). Temos três experiências de acolhimento de leigas consagradas: 1ª) do Instituto Secular São Rafael, 2ª) uma comunidade em São Mateus acompanhada pelas Irmãs de Santa Catarina e, 3ª, as atuais leigas consagradas diocesanas.

Dom José Dalvit nos pastoreou entre 1959 e 1970, trazendo os ventos da renovação, iniciando as Assembleias Diocesanas (até agora foram 20) e orientando sobre o sacramento do Batismo. Preocupou-se com a situação de pobreza do norte e noroeste do Espírito Santo, incentivando a construção de escolas e hospitais. Deu ampla abertura à formação dos leigos, com a construção da Sagrada Família e se preocupou em formar o futuro clero, com a construção do seminário.

Dom José Dalvit


Dom Aldo Gerna foi nosso pastor por 36 anos, entre 1971 e 2007. Trouxe inúmeros assessores para continuar a formação dos leigos e atualizar padres e irmãs. Firmou as pastorais da diocese com a formação de equipes diocesanas. Ensinou-nos a ligar a fé com a vida favorecendo a organização dos oprimidos. Em 1972 implantou o dízimo como forma de partilha e manutenção da pastoral, escreveu cartas de orientação na época de eleições e outras de Orientação Pastoral. Trouxe a vida religiosa contemplativa na construção do mosteiro Beneditino, ofereceu ao povo um lugar mais amplo para as liturgias com a construção da nova catedral em forma de tenda. Para acolher novas vocações construiu um novo seminário em Carapina. Para se aproximar do povo e conhecer a sua realidade, fez cinco visitas pastorais, conheceu todas as comunidades criadas até o fim de seu pastoreio e por onde passa recorda fatos acontecidos no local. Diz conhecer os buracos das estradas desde a primeira visita.

Dom Aldo Gerna


Nosso terceiro bispo foi Dom Zanoni Demettino Castro, entre 2007 e 2014. Através do seu incentivo conseguimos tornar nossa a rádio Kairós. Solidificou as foranias e fortaleceu mais ainda as instâncias da diocese através dos Conselhos. Nossa diocese já havia desenvolvido várias modalidades de Missões Populares, mas, com base em sua experiência, propôs o Projeto das Santas Missões Populares que aconteceu entre 2013 e 2017. Formamos mais de 8 mil missionários em 98 retiros: 04 diocesanos e 94 paroquiais. Este projeto foi amplamente abraçado por Dom Paulo ao chegar na diocese em 2015.

Dom Zanoni Demettino Castro



No dia 26 de dezembro de 2015 recebemos nosso 4º pastor: Dom Paulo Bosi Dal’Bó. Capixaba de Rio Bananal. Assumiu e continua a caminhada que a diocese adotou desde o Vaticano II. Em tempos do Papa Francisco, Dom Paulo recorda-nos que devemos ser uma Igreja descentralizada e em saída. A criação de novas paróquias revela-nos isso: padres mais perto do povo e povo mais perto do padre. Evangeliza e comunica, inclusive pela música, e incentiva o bom uso dos Meios de Comunicação Social, dando destaque à Rádio Kairós.

Dom Paulo Bosi Dal’Bó


Os frutos destes 60 anos são evidentes: muitas lideranças formadas e leigos comprometidos ao ponto de chegaram ao martírio (Verino e Léo), entendimento do dízimo como partilha, missão como prioridade, 43 padres diocesanos, Muitas religiosas nascidas na diocese, 8 leigas consagradas diocesanas, diversas pastorais sociais específicas, conselhos em vários níveis, surgimento de Movimentos, valorização da Palavra de Deus, criação de novas paróquias, Romarias da Terra e das Águas, fundação e refundação da Cáritas Diocesana, assistência aos assentamentos, Criação do Conselho Diocesano de Leigos. Tudo isto em sintonia com a Igreja no Brasil, abraçando sempre as Diretrizes Gerais da CNBB e colocando em prática seu objetivo.