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Autor: Dener Evangelista Barbosa de Sales – Seminarista e acadêmico do 8º período de Teologia do Instituto de Filosofia e Teologia do Espírito Santo (IFTES)

EU APOIO O PAPA. EU REZO PELO SÍNODO

Apóstolos, isto é, enviados, por vocação, para o anúncio do Evangelho de Deus, que é Jesus Cristo encarnado, morto e ressuscitado, pela força do Espírito Santo, para a nossa Salvação. Por este Evangelho fomos escolhidos, “Batizados e enviados”, para trazermos à obediência da fé todos os povos pagãos, os povos que ainda não conhecem a Jesus Cristo (cf. Rm 1,1-6). Dentre estes povos estamos nós e está também os povos da Amazônia, para os quais a Igreja nestes dias dirige a sua total atenção em Sínodo em vistas de discutir e descobrir caminhos novos para a evangelização daqueles povos e para uma ecologia integral.

Este Sínodo tem gerado muitas discussões e até divisões dentro da Igreja. Não muito diferente da época em que Paulo pregou o Evangelho, quando, por exemplo, os fiéis cristãos de origem judaica se sentiam a verdadeira essência da mensagem cristã e queriam fazer pesar sobre os fiéis cristãos de origem grega os mesmos compromissos que, certa vez, lhe pesaram o judaísmo: a circuncisão e a observância estrita da Lei. Para resolver este problema, os apóstolos se reuniram de maneira sinodal: o Concílio de Jerusalém, e decidiram, o Espírito Santo e eles, que o essencial não são os rituais da cultura judaica, mas a fidelidade a um único Deus revelado de forma plena a Jesus Cristo. Os preceitos judaicos passaram, o que conta é a liberdade conseguida por Cristo: liberdade para escolher amar e servir a este Deus, em Jesus Cristo, no interior de qualquer cultura em que o Evangelho alcançasse, purificasse e enriquecesse com a Sua graça, mas não eliminasse, para transformá-la em outra cultura que se considerasse superior (cf. At 15,1-29).

Jesus Cristo derramou o Seu Sangue na Cruz também pelos povos da Amazônia, para a salvação deles e para que eles fossem igualmente conduzidos ao verdadeiro Deus e à verdadeira vida. Contudo, como em Pentecostes, as maravilhas de Deus devem ser anunciadas também na língua daqueles povos, para purificar e enriquecer sua cultura, mais voltada à ligação e o cuidado com a terra e com aquela Floresta que é tão importante para a humanidade. E assim eles também possam vir à obediência da fé (cf. Rm 1,4), e levar a esta obediência de fé todos os seus conterrâneos. Como diz o Salmo 97: “Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus”. Também àqueles confins deve-se ecoar de maneira sempre nova, adaptada, eficaz, o Evangelho de Jesus Cristo, e é nossa missão de batizados fazer cumprir esta missão. Por isso, devemos apoiar o Papa, rezar pelo Sínodo para a Amazônia. Se não podemos ir até lá e ser missionários entre aqueles povos, devemos pelo menos rezar pelos que já estão lá e fazem este trabalho. Devemos rezar pela Igreja, para que permaneça fiel à sua vocação de evangelizar e se converta, dia a dia, na Igreja “em saída”, misericordiosa e pobre, à qual convida o Papa Francisco, inspirado pelo Espírito Santo, que o conduziu ao ministério petrino.

Digamos não à guerra entre nós! Não à divisão, que vem do Maligno! Não escutemos estes “profetas da divisão” que falam contra o Papa, contra o Sínodo, contra a CNBB, contra a Igreja. Eles não são nossos pastores! Jesus escolheu a Barca de Pedro para nela ficar e a partir dela anunciar o Seu Evangelho. Quem conduz a Barca de Pedro hoje é Francisco. Não há outro modo de ser verdadeira Igreja de Cristo senão pela união com o Papa. E aquele que está na Barca de Pedro tem a garantia divina de que Cristo está nela.

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