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Seguidores ou PERseguidores?


Autor: Magno Nogueira Pereira – Seminarista e acadêmico do 7º período de Teologia do Instituto de Filosofia e Teologia do Espírito Santo (IFTES)

Seguidores ou PERseguidores?

“Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens” (Mt 4,19). A todas as pessoas de boa vontade que, pela Igreja de Cristo, receberam a graça do Batismo, este apelo de Jesus se faz sempre novo: o Senhor, Bondoso Mestre, chama-nos a segui-Lo. Mas, nos tempos hodiernos poder-se-ia alguém perguntar: mas como segui-Lo se não O estamos enxergando? A resposta será imediata e convicta: o Cristo de Deus permanece presente no mundo através de sua Santa Igreja, uma vez que a Igreja é o Sacramento de Cristo, ou seja, seu sinal visível no meio dos homens. Portanto, o caminho do discipulado a Jesus, começa na Igreja e segue mundo a fora.
Em sua santa sabedoria, Jesus escolheu Pedro para conduzir sua Igreja em seu nome e deu-lhe o poder de estabelecer a comunhão entre o céu e a terra (cf. Mt 16,18-19). E Pedro, o primeiro Papa, assim o fez conduzido pela força do Espírito Santo. Desde Pedro, muitos outros homens de coragem, escolhidos pelo Espírito Santo, guiaram a Barca de Cristo por este mundo dilacerado por discórdias. Hoje, LEGITIMAMENTE, o Pedro a guiar a Barca de Cristo que é a Igreja, é o Papa Francisco, homem de Deus, que com o farol do Espírito vem lutando para clarear as vistas de tantos homens perdidos na escuridão do egoísmo e ignorância.
Percebemos nas celebrações litúrgicas que nossos templos estão cheios, bancos sem espaços. Mas, após ler, ouvir e presenciar tantos ataques à Igreja e ao Sumo Pontífice, paira uma pergunta: as capelas estão cheias de seguidores ou perseguidores? Muitas pessoas que se intitulam católicas e que inclusive são batizadas, vão às Celebrações litúrgicas, mas mal saem pela porta e já começam a difamar a Igreja. Pessoas que cultivam tal costume, vão de fato à Igreja, mas não são seguidoras e sim perseguidoras. Este tipo de comportamento jamais parte de quem optou genuinamente seguir a Jesus, pelo contrário, é como um retrato bem pintado dos fariseus que iam atrás de Jesus perseguindo-o no intuito de tramar ciladas contra Ele.
Percebe-se ainda nos tempos atuais, pessoas que leram uma página do Catecismo, do Código de Direito Canônico ou de algum documento da Igreja e já se sente doutoras para tecerem críticas desfundamentadas à Igreja. Alguns, em suas infidelidades aos bons modos e à ética, se referem ao Papa Francisco com vocábulos inescrupulosos. Ninguém é obrigado a concordar com todas as ideias do Santo Padre, porém, todos os católicos que gozam de boa consciência devem prezar pela unidade da Igreja. Caluniar o Papa, difamar a Igreja e criar situações de divisão, é ir contra a prece de Jesus: “que todos sejam um. Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós” (Jo 17,21). Partindo dos princípios evangélicos, entende-se com distinção que a universalidade da Igreja de Cristo, tem por objetivo unir todos os povos. Portanto, nunca, jamais um católico deve ser causador de contendas e semeador da discórdia. Somos chamados à levarmos nos lábios a Boa Nova de Jesus e proclamar o tempo da graça do Senhor e jamais difundir as práticas farisaicas.
Que o Senhor, Bondoso Mestre, nos ajude a sermos melhores cristãos e que Maria, Mãe da humanidade interceda por nós, para que seguindo seu amadíssimo Filho, possamos nós percorrer os caminhos da fraternidade.

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